O maior bloqueio para mudarmos algo necessário em nossa vida, são as crenças enraizadas, nossas verdades absolutas criadas por hábitos que duram décadas e que estão na zona de conforto de nossa mente.
Somos seres que, ao contrário de outro animais, criamos hábitos desnecessários para nossa convivência e sobrevivência. Inteligentes, mas irracionais ao mesmo tempo, quando tomamos uma postura autoritária de afirmar que não podemos viver sem determinado hábito mesmo sabendo que ele nos faz mal. Insistimos assim, a nos tornar escravos dele.
Temos o hábito de acordar ou não cedo, de escovar ou não os dentes, de fazer ou não exercícios, de obedecer ou não uma dieta, de planejar tudo que vamos fazer e de procrastinar ou não o que planejamos. Identificar somente o que está nos fazendo mal e inventar desculpas para não abandona-lo, não adianta. Temos que executar o que desejamos de bom na nossa vida e mudar os nossos hábitos. Uma coisa é certa, os hábitos são necessários pois nossa mente foi preparada para poder descansar através deles. Imagine se precisássemos sempre estar lendo manuais para dirigir, para escrever, para andar. Portanto, podemos dizer que aprendemos a fazer bem e rápido alguma coisa quando criamos o hábito. Mas temos que aprender sim, a identificar e substituir os maus pelos bons. É nessa hora que encontramos um enorme muro, a barreira que nos leva muitas vezes a viver uma vida toda, escravos e acomodados pelas verdades que nos foram ensinadas durante séculos ou criadas ao longo da vida. Por exemplo, todo mundo sabe que o pão francês é altamente nocivo para o organismo, mas cansamos de ouvir a frase "eu não consigo viver sem ele", quando sugerido que seja substituído por um alimento saudável. De fato, como muitos outros alimentos industrializados, ele foi preparado para ser viciante, assim como o tabagismo, alcoolismo, sedentarismo, etc. Pense, nosso corpo foi projetado para andar longos caminhos para encontrar a caça, desbravar lugares para moradia, cortar lenha, construir casas, alimentar-se de forma natural. Vivemos tudo isso durante 2.490.000 (dois milhões e meio) de anos e, há pouco mais que 10.000 (dez mil) anos , ou seja, menos de 0,5% de nossa existência, quando o desenvolvimento agrícola e industrial mudou tudo mas nosso organismo não mudou e sofre com isso. O fato é que temos que experimentar dar ao nosso corpo o que pra ele foi preparado, livrando-se de produtos industrializados e do sedentarismo sem abrir mão de tecnologias que não interfiram no nosso bem estar. Para isso, é preciso estar aberto para o novo, para o surpreendente. Temos que ser humildes para reconhecer e voltar atrás, quebrar paradigmas, mudar de hábitos. Afinal, as mudanças são para todos nós, para uma melhor qualidade de vida.
Para se criar um novo hábito é preciso paciência, é necessário praticar para que logo, logo, ele se incorpore em nossa vida e se torne prazeroso de ser feito. Aí sim, poderemos chama-lo de um hábito saudável. Eu passei décadas sem saber que posso dominar minha mente e aprender como me livrar dos maus hábitos. Nem sequer, sabia identificar a maioria deles, O que eu conseguia enxergar como maléfico, por estar muito visível, chegava a planejar estratégias para mudar mas sempre adiava, tornando-me escravo de todos eles. Hoje, enxergo que as mudanças são necessárias e só ocorrem se me dedicar a mudar hábitos de forma paulatina. Substitui-los não é fácil, mas existem técnicas para isso e que uma delas é enxergar ou criar recompensas. A curto ou longo prazo. A minha principal recompensa é poder ter saúde e qualidade de vida para acompanhar o crescimento de minha filha além de poder lhe dar um grande bom exemplo.
A verdade é que temos que reconhecer a necessidade de trocar os hábitos ou continuaremos sendo passageiros de nossas vidas e não pilotos.
Mas quem estiver satisfeito em todas as aéreas de sua vida, ou seja, sua saúde, seu corpo, suas finanças, sua carreira e seus relacionamentos. Então, não mude nada.
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